Sobre Cabo Verde
Cabo Verde é sol o ano inteiro, música que nasce em cada esquina e uma morabeza que te faz sentir parte da família desde o primeiro momento. Dez ilhas, cada uma com a sua alma — e nenhuma se repete.
No Sal e na Boa Vista, as praias estendem-se até onde a vista alcança, com dunas douradas e águas quentes que convidam a ficar. Santo Antão é o oposto — montanhas vertiginosas, vales cultivados e trilhos que fazem as delícias de quem gosta de caminhar. São Vicente tem o Mindelo, a capital cultural de Cabo Verde, onde a morna de Cesária Évora ainda flutua pelas ruas e os bares fecham quando lhes apetece.
Santiago guarda as raízes — a Cidade Velha, primeiro entreposto colonial no Atlântico, é património mundial e carrega séculos de história. O Fogo surpreende com o seu vulcão activo, vinhas plantadas em terreno de lava e uma cratera que se habita.
Cabo Verde é perto, é quente e é autêntico — o tipo de destino que não precisas de justificar a ninguém.
Reserva o teu lugar ao sol, Cabo Verde ao teu ritmo.
Língua Oficial
Português (e Crioulo Cabo-verdiano)
Moeda
Escudo Cabo-verdiano (CVE)
Melhor altura para visitar
Cabo Verde é destino de sol o ano inteiro. De novembro a junho é a época mais seca e estável. Para windsurf e kitesurf no Sal e Boa Vista, de dezembro a abril os ventos são perfeitos.
Praia
Boavista
A Boa Vista é a ilha de Cabo Verde onde o deserto encontra o mar — e o resultado é uma paisagem que não se parece com mais nenhuma.
A Praia de Chaves é o postal — quilómetros de areia dourada sem vivalma, mar quente e dunas que se estendem para o interior. A Praia de Santa Mónica, no sul da Boa Vista, é frequentemente comparada às praias africanas mais selvagens — imensa, ventosa e completamente intocada. A Praia da Cruz, junto a Sal Rei, é mais abrigada e funciona para quem quer mar calmo e restaurantes por perto.
Sal Rei, a capital da Boa Vista, é pequena e autêntica — ruas de areia, casas coloridas, peixe grelhado à porta dos restaurantes e uma morabeza que se sente em cada esquina. O ilhéu de Sal Rei, em frente à vila, alcança-se a pé na maré baixa e dá outro enquadramento à paisagem.
O interior da Boa Vista é deserto a sério. O passeio de 4x4 até ao Deserto de Viana — dunas brancas no meio de uma ilha vulcânica — é surreal. A aldeia de Rabil mantém olarias tradicionais e um ritmo que resiste ao tempo. E no nordeste, o naufrágio do Cabo Santa Maria, encalhado na areia desde 1968, é uma das imagens mais icónicas de Cabo Verde.
De julho a março, as tartarugas cabeçudas escolhem as praias da Boa Vista para desovar — e é possível acompanhar o processo em excursões nocturnas que deixam marca.
A Boa Vista é vento, areia e horizontes sem fim. Cabo Verde no seu estado mais puro.
Reserva a Boa Vista e descobre a ilha que o vento desenhou.
Praia
Ilha do Sal
A Ilha do Sal é Cabo Verde na sua versão mais solar — vento, areia dourada e um mar que muda de cor conforme o dia. É a ilha mais plana do arquipélago e a mais procurada por quem quer praia sem concessões.
A Praia de Santa Maria é o centro de tudo. Quilómetros de areia fina com água turquesa de um lado e uma vila com restaurantes de peixe fresco, bares descontraídos e música ao vivo do outro. É aqui que a Ilha do Sal ganha vida quando o sol desce.
Para lá de Santa Maria, a Ilha do Sal tem um interior que poucos exploram. As Salinas de Pedra de Lume, dentro de uma cratera vulcânica, permitem flutuar em água hipersalina como no Mar Morto — e a paisagem lunar à volta vale por si. O Olho Azul, uma gruta onde a luz entra pela água e cria um reflexo azul intenso, é um dos fenómenos naturais mais surpreendentes de Cabo Verde. E a Buracona, com as suas piscinas naturais entre rochas vulcânicas, é paragem obrigatória.
A Ilha do Sal é também a capital do kitesurf em Cabo Verde — Ponta Preta e Kite Beach atraem praticantes de todo o mundo graças ao vento constante e às condições perfeitas quase o ano inteiro.
A Ilha do Sal é simples, quente e honesta. Poucas horas de voo desde Portugal e outro mundo quando aterras.
Reserva a Ilha do Sal e troca o cinzento por dourado.
São Vicente
São Vicente é a alma cultural de Cabo Verde — e o Mindelo é o seu coração. A cidade que viu nascer Cesária Évora respira música em cada esquina, em cada bar, em cada noite. A morna e o funaná saem pelas janelas e a energia cultural do Mindelo não tem paralelo no arquipélago.
O Mercado de Peixe é o pulso matinal da cidade — peixe fresco, cores e vozes que se misturam num caos organizado. A Rua de Lisboa, o centro histórico e a Praça Nova são passeio obrigatório, entre edifícios coloniais, cafés e galerias de arte que mantêm São Vicente como o epicentro criativo de Cabo Verde.
A Baía do Porto Grande, com o Monte Cara como cenário — uma formação rochosa que desenha o perfil de um rosto —, é uma das imagens mais reconhecíveis do arquipélago. A Praia da Laginha, mesmo no centro do Mindelo, é areia branca e água calma a metros dos restaurantes.
Para lá da cidade, São Vicente surpreende. A Baía das Gatas, no lado leste, é uma piscina natural protegida por recifes que em agosto recebe um dos festivais de música mais importantes de Cabo Verde. O Calhau, antiga aldeia de pescadores engolida por lava e areia, tem uma paisagem vulcânica crua que contrasta com o azul do mar. E a subida ao Monte Verde, o ponto mais alto de São Vicente, dá uma vista completa sobre a ilha e sobre a vizinha Santo Antão.
São Vicente não se visita pelas praias — visita-se pela cultura, pela música, pela comida e por uma autenticidade que se entranha. É Cabo Verde na sua versão mais intensa.
Reserva São Vicente e deixa o Mindelo fazer o resto.